Germanofilia da aristocracia britânica


Chamam-se National Archives, antes era o Public Record Office. Ficam em Kew Gardens, do outro lado da pequena estação de caminho de ferro que nos leva de Londres ao belíssimos jardins com o mesmo nome. Periodicamente libertam da lei do segredo documentos até aí classificados. Soube hoje, domingo de manhã, que vai sair mais uma leva, desta feita sobre a investigação feita pelo MI5 às simpatias nazis da aristocracia britânica. A notícia vem num jornal escocês, mas a restante imprensa deve fazer-se eco disso. O site dos arquivos britânicos é que ainda não referia nada. O tema é candente. Quem viu o filme «Os despojos do dia», com Anthony Hopkins, sabe que ele é disso que trata. A história inicial está escrita num livro de Kazuo Ishiguro, traduzido em português. Num artigo que pubiquei há anos em Cascais e que talvez dê um livro e de que, entretanto, colocarei aqui um resumo, a propósito da passagem do Duque de Windsor pela casa do banqueiro Ricardo Espírito Santo na Boca do Inferno, referi o assunto da germanofilia da nobreza britânica.Claro que a mãe do duque, Victoria Mary de Teck, era de origem alemã, o que talvez explique muita coisa. Mas isso é para mais tarde, havendo vagar.