A Minox


Quando em 1938 o engenheiro letão Walter Zapp inventou a mini câmara de fotografar Minox estava longe de supor que ia criar um artefacto fundamental para o mundo da espionagem. O seu objectivo era então criar apenas um aparelho comercial que, pela sua pequenez e leveza, pudesse ser transportado para todo o lado, facilitando a vida aos fotógrafos amadores. Para se compreender o avanço que significou uma tal máquina é necessário ter uma ideia do que eram em tamanho e modo de funcionamento as máquinas fotográficas de então. Era o tempo do chamado «caixote», grande no tamanho e na complicação. Tecnicamente o problema de Zapp e da sua equipe era então o resolver alguns problemas mecânicos e outros ópticos para fabricar assim a mais pequena câmara do mundo. Primeiro, urgia conseguir a miniaturização do filme, a um quarto do tamanho do clássico 35 milímetros usado em fotografia. Reduzida em dimensão a película era, além disso, alimentada na máquina através de um conjunto de dois carretos fechados, um deles para receber a película já exposta, evitando assim as complicações da introdução e da extracção do rolo e os erros de colocação do mesmo. Depois, importava maximizar a óptima focagem com a melhor nitidez, tudo a partir de lentes de mínimas dimensões. Leve, nítida, fácil e produtiva a Minox superava a sua época. Conseguido este invulgar artefacto, cedo a espionagem se interessou por tal aparelho. Ele permitir-lhe-ia resolver um dos mais sérios problemas que então tinham de enfrentar: o copiar documentos secretos que não poderiam ser directamente subtraídos dos arquivos. Continua aqui.