Camuflagem aérea

Uma das artes essenciais para a guerra é a dissimulação, sob todas as formas. Uma delas é a camuflagem. Os engenheiros da Lockheed aprenderam como. Veja-se aqui como esta fábrica de aviões foi escondida, para evitar ataques japoneses.

O sofrimento silenciado

O livro promete ser escandaloso ao falar do sofrimento dos alemães após a derrota em 1945. Tema tabu, pois apenas um dos lados era suposto ter sofrido atrocidades. Da recensão feita pelo Washington Post retiro: «During the forced expulsions of about 12 million Germans from the Reich's eastern provinces, mostly from territory that became part of the newly reconstituted states of Poland and Czechoslovakia, about 2 million died». Quando a História é escrita pelos vencedores, a verdade dos vencidos leva tempo a ser admitida, mesmo aqueles que estiveram em paz com a guerra.

von Stauffenberg


Vai ser rodado um filme sobre o atentado contra Adolph Hitler perpetrado por um grupo de resistentes de que fazia parte o Conde Claus Philipp Maria Schenk von Stauffenberg.
A polémica estalou porque foi escolhido para o papel o actor Tom Cruise, conhecido pelas suas ligações à igreja cientologista.
Como já referi aqui, a propósito de Graham Greene, sucedeu que «Otto John, que foi advogado da Lufthansa em Lisboa que, estando implicado, conjuntamente com o conde Stauffenberg, na conspiração para assassinar Adolph Hitler, se refugiou em Lisboa, de onde foi exfiltrado através da actuação de Rita Winsor com a insólita conivência do capitão Catela da PVDE, que, para esse efeito o prendeu no Aljube, protegendo-o dos agentes da Gestapo».
Estranha ligação: um dirigente a PVDE, ajudado por uma agente do Mi6, a dar saída a um assassino de Hitler! Isto sim é polémica!

007: Ian Fleming para o ano!

Segundo anuncia o «Times» de Londres, em Março do próximo ano o Imperial War Museum albergará uma exposição sobre Ian Fleming, mais concretamente sobre o seu principal personagem James Bond. Ben Macintyre escreve actualmente o livro que acompanhará a exposição, a ser editado pela Bloomsbury, sob o título «For your eyes Only».
Ian Fleming trabalhou durante a 2ª Guerra no Departamento Naval da Marinha, sector de informações. Reformado escreveu em 1952 a sua primeira novela sobre espionagem, «Casino Royale». 12 anos depois faleceria tendo deixado catorze novelas em que o principal personagem é o agente «007».
Há quem suponha que a história inicial foi inspirada na passagem de Fleming por Lisboa, onde, na companhia do almirante Godfrey, se dirigiu à América. Não parece que o ambiente sombrio do Casino Estoril, que então visitou, o tenha grandemente inspirado.
Personagem mais denso do que se pode presumir ante os filmes que foram rodados a partir dos seus escritos «ainda estudante na Universidade de Genève, por exemplo, Fleming correspondeu-se com o filósofo e cientista Carl Gustav Jung, de quem obteve, aliás, em 29 de Novembro de 1929, uma autorização escrita para traduzir um discurso sobre o alquimista Paracelso (de seu nome aliás Aureolus Philippus Theofrastus Bombastus von Hohenheim, nascido em 1493, na Suiça)». Escrevi-o no meu primeiro livro sobre esta temática, «A Lusitânia dos Espiões», felizmente fora do mercado!
P. S. Quem quiser muito sobre 007, veja-o aqui!

Documentos soviéticos desclassificados

De acordo com notícias divulgadas pela imprensa, o Ministério da Defesa russo desclassificou documentos referentes ao Exército Vermelho e à Marinha soviética referente aos anos de 1941-1945. Trata-se de documentos conservados no Arquivo Central do Ministério, em Podolsk, onde se conservam cerca de quatro milhões de espécimes. Igualmente serão libertos documentos do Arquivo Naval Central em Gatchina e do Arquivo Médico Militar em São Petersburgo.
A abertura progressiva dos arquivos russos é uma realidade, embora por vezes aparente para o investigador ocidental.
Na óptica russa a libertação da informação é apresentada na perspectiva dos seus próprios interesses. Não admira que a informação seja divulgada como permitindo a reconstituição do número de baixas soviéticas durante a Segunda Guerra, estimado em 26.600 milhões, including 8.660 milhões no sector militar.

«Ostro» em Setúbal

Os meus trabalhos de investigação sobre a guerra secreta não estão parados, mas baralharam-se um pouco desde a edição do último livro. Estou a recomeçá-los, com maior sistematização. A minha próxima iniciativa vai ser uma conferência em Setúbal sobre o agente checo Paul Fidrmuc, cognome «Ostro». O episódio que irei contar sucedeu na Praia dos Coelhos. Entretanto hesito a que livro dedicar-me. Alguma coisa sairá.