Casino Royale

No dia 28 de Maio comemoram-se cem anos que nasceu Ian Lancaster Fleming. Oficial dos serviços de informações da Marinha Britânica, o NID, esteve em Portugal, a acompanhar o almirante John Godfrey, a caminho da América, e participou na implantação de algumas operações secretas que envolvem a área ibérica.
Retirado do serviço militar, iniciaria aquilo que o levaria a figura de renome mundial, a actividade de escritor. Em 1953 publicaria Casino Royale, uma novela de suspense, em que o agente comunista Le Chiffre joga a partida da sua vida, na ânsia de poder recuperar os fundos do Partido, sem o que estaria à mercê do SMERSH, o cruel serviço de execuções de Moscovo, resopnsável pelo assassinato de Trotsky no México.
Redigido no ambiente da guerra-fria, na Jamaica, a cena do livro inspira-se numa passagem do autor por Lisboa, diz o site oficial do MI6. No livro a cena ocorre num casino que Fleming situa em Royale-les-Eaux, junto ao Somme. É aí que se dá a batalha decisiva entre os dois agentes, 007 a ter de vencer entre «um murmúrio de amor, um murmúrio de ódio».
É sobre isto que, por mais fantástico que pareça, estou a terminar um pequeno livro; a terminar ou a começar, conforme a perspectiva das coisas. Estará pronto a tempo.