Joaquim Furtado: a guerra em África, uma ferida por sarar?


Em Faro. No Pátio de Letras, uma livraria, um espaço de convívio cultural. A casa cheia para ouvirem Joaquim Furtado falar sobre os documentários que tem vindo a realizar para a RTP sobre a guerra em África. Ambiente amigo, conversa emotiva, franca. Houve quem, pela primeira vez, tenha ousado dizer: «eu estive lá». Uma ferida na sensibilidade de Portugal e da suas antigas possessões além-mar começa a cauterizar-se, sangrando.

Obrigado Joaquim pela generosidade, obrigado Liliana, pelo esforço tremendo que tem permitido manter a iniciativa de pé.

No dia 25 inaugurar-se-á no Espaço de Memória uma exposição permanente sobre a guerra secreta em Portugal, entre 1939-1945. Faltam poucos dias e imenso trabalho. Surgirá.