O SOE em Portugal: duplicidade e traição

«Nesse dia frio de um novo ano que despontava chegava a Lisboa um inglês, jovem ainda, de aparência discreta, viajando com cobertura diplomática. Vinha de Londres. Tinha deixado atrás de si uma cidade preparada para a guerra. Sacos de areia por todo o lado protegem pessoas e edifícios. Balões de barragem tentam travar nos céus os progressos da aviação alemã. John Grosvenor Beevor, advogado da prestigiada firma de advogados Slaughter & May, conhecida como «O Círculo Mágico», ainda hoje uma das líderes nos meios forenses da Grã-Bretanha, havia sido recrutado para um organismo de quem nem o nome podia ser então revelado: o SOE». Assim abre um pequeno livro que escrevi sobre o que passou para a história como "a rede Shell".
Uma falha na formatação do texto eliminou o trecho onde referia quantos me antecederam na investigação que tenho desenvolvido sobre este tema: António Telmo, a quem devo gentileza de ter apresentado dois livros meus, Júlia Leitão de Barros que há vários anos abordou com solidez e rigor este tema depois descontinuado, Irene Pimentel, a quem se devem obras sucessivas, de cunho académico, em que o assunto da guerra secreta é recorrente, Rui Araújo, apesar deste me ignorar deliberadamente nas suas referências., gostaria eu de saber porquê. 
Apesar de ser um livro para o grande público estas menções eram devidas e tantas outras. Uma história é sempre a daqueles que a encontraram e de quantos a viveram.