
Agradeço à magnífica revista «Mealibra» o ter aceite publicar um artigo que escrevi para comemorar os cem anos do nascimento do escritor Graham Greene. Apresentei-o numa pequena palestra em Sintra, na Casa Museu de Ferreira de Castro, no próprio dia da efeméride. Tive a triste oportunidade de verificar que a nível nacional foi das pouquíssimas coisas que se fizeram para referir tal data. Greene escreveu sobre os serviços secretos, esteve ligado aos serviços secretos. Foi sobre esse seu mundo interior que procurei falar. Permitam-me que arquive aqui o texto.
Se a biografia de uma pessoa se pudesse reduzir simplesmente à sua profissão, diríamos que Henry Graham Greene foi jornalista e foi escritor e que, entre as duas coisas, esteve ligado aos serviços secretos.
Em 1926 era sub-editor do jornal «The Times», de Londres, ao qual chegara com a magra experiência adquirida no ano anterior no «Nottingham Journal».
Três anos depois editaria a sua primeira novela, «The Man Within». Tinha então vinte e cinco anos.
A atracção pela escrita apodera-se, então, dele.
Greene convence o editor Heinemann a garantir-lhe um salário como escritor profissional. Só que os seus livros seguintes são um fracasso, de tal modo que ainda hoje são títulos praticamente ignorados pelo grande público. «The Name of Action» não foi além das 2 000 cópias e «Rumour at Nightfall» ficou-se, pior ainda, pelas 1 200.
Só com «Stanboul Train», editado em 1932, alcançaria um palmarés de alguma respeitabilidade editorial, aproximando-se dos 16 000 exemplares.
O livro narra uma história vivida no Expresso do Oriente, numa viagem até Constantinopla: assassínio, intriga e espionagem misturam-se numa batalha mental que corta a respiração e cria no leitor um sentido de urgência e um tensão perturbadora.
A actividade da escrita é, na vida deste homem, o traço essencial da sua maneira de ser e de um tal modo que praticamente a pessoa e a obra se interligam. Greene escreveu apenas ficção e viveu ficcionalmente.
Quem quisesse escrever a sua biografia encontraria sempre dificuldades de monta, sobretudo no separar a verdade da ilusão.
Ele próprio o reconheceria numa frase sintomática: «se alguém alguma vez tentar escrever uma minha biografia, que complicado que o irá achar e que enganado irá ser».
É neste contexto em que é tão difícil separar a verdade da ficção que procuraremos apreender a sua ligação aos serviços secretos britânicos e, nomeadamente, a sua ligação a Portugal. Continua aqui.
Em 1926 era sub-editor do jornal «The Times», de Londres, ao qual chegara com a magra experiência adquirida no ano anterior no «Nottingham Journal».
Três anos depois editaria a sua primeira novela, «The Man Within». Tinha então vinte e cinco anos.
A atracção pela escrita apodera-se, então, dele.
Greene convence o editor Heinemann a garantir-lhe um salário como escritor profissional. Só que os seus livros seguintes são um fracasso, de tal modo que ainda hoje são títulos praticamente ignorados pelo grande público. «The Name of Action» não foi além das 2 000 cópias e «Rumour at Nightfall» ficou-se, pior ainda, pelas 1 200.
Só com «Stanboul Train», editado em 1932, alcançaria um palmarés de alguma respeitabilidade editorial, aproximando-se dos 16 000 exemplares.
O livro narra uma história vivida no Expresso do Oriente, numa viagem até Constantinopla: assassínio, intriga e espionagem misturam-se numa batalha mental que corta a respiração e cria no leitor um sentido de urgência e um tensão perturbadora.
A actividade da escrita é, na vida deste homem, o traço essencial da sua maneira de ser e de um tal modo que praticamente a pessoa e a obra se interligam. Greene escreveu apenas ficção e viveu ficcionalmente.
Quem quisesse escrever a sua biografia encontraria sempre dificuldades de monta, sobretudo no separar a verdade da ilusão.
Ele próprio o reconheceria numa frase sintomática: «se alguém alguma vez tentar escrever uma minha biografia, que complicado que o irá achar e que enganado irá ser».
É neste contexto em que é tão difícil separar a verdade da ficção que procuraremos apreender a sua ligação aos serviços secretos britânicos e, nomeadamente, a sua ligação a Portugal. Continua aqui.













Ainda 




Em 2 de Outubro de 2004 completaram-se cem anos sobre o nascimento de Graham Greene. O autor de «O nosso homem em Havana» foi escritor sobre temas de espionagem e entre Julho de 1941 e Maio de 1944 foi agente do MI6, na área da contra-espionagem. Portugal seria também o seu alvo. Estávamos em plena segunda guerra mundial. Para comemorar o acontecimento proferi uma conferência em Sintra, na Casa-Museu Ferreira de Castro, no dia da efeméride. De tal conferência, ainda inédita, publiquei um resumo na revista «Visão». Eis o texto do respectivo artigo.
O livro acaba de sair. É uma biografia de uma das agentes do SOE. A autora é Sarah Helm. A obra tem merecido boas críticas na imprensa literária, nomeadamente no último número do TLS, onde me apercebi da sua existência. Vera desempenhou desde finais de 1941 as funções de oficial de informações de Maurice Buckmaster, o chefe da secção francesa do SOE, , o serviço britânico de operações especiais. A sua forte personalidade resume-se na frase de Georges Millar: uma mulher que sabia dominar quem quer que usasse calças. Faleceu em 24 de Junho de 2000, com 92 anos de idade. A obra concentra-se sobre uma das suas mais lendárias missões, a recuperação na Alemanha, terminada a guerra, de agentes que haviam sido infiltrados naquele país.





